Como ressuscitar sonhos

 

Sonhos, vontades, desejos, chamado. Chame do que você quiser, mas eu sei que em algum lugar aí você reconhece aquilo que te faz querer algo. Todo mundo sonha ou já sonhou  com as coisas mais simples do mundo até as mais inimagináveis. Mas assim como surgem os sonhos, em algum momento, aparece também uma vozinha que insiste em nos levar para o futuro e nos mostrar todas as dificuldades em trazer esse sonho para o mundo real.

Cada um de nós tem dentro de si, em maior ou menor grau, um potencial para racionalizar aquilo que inicialmente surgiu como uma vontade ingênua. Quer testar? Pense em algo que você gostaria muito de realizar, pode ser uma meta que você se colocou para esse ano ou algo que sempre quis fazer, mas nunca foi possível. Perceba agora tudo o que vem a sua mente sobre isso, pode ser: “mas, é tão difícil pra mim”, “pode ser que não dê certo”, “não vou dar conta”, “isso nem é tão importante assim”, “não tenho tempo pra isso”, “agora é impossível, falta grana”.

É isso que chamo de racionalizar e, não, não é uma exclusividade sua, eu observo isso em mim diariamente. O mais complicado é quando todos esses pensamentos que nos limitam falam mais alto do que aquele desejo inicial. Aquilo que no início parecia gostoso de imaginar acontecendo, ganha uma conotação de algo fora da nossa realidade e se torna impossível antes mesmo de buscarmos meios práticos para fazer acontecer.

Essa mania de prever tudo o que pode dar errado, tudo o que nos impede e tudo aquilo que vai dar muito trabalho para colocar nossos sonhos em prática, é a forma que nós mesmos arrumamos para matar as nossas vontades. Muitas vezes, a gente nem se permite tentar ou começar com o que temos aqui e agora, já que há uma parte nossa que sempre tira conclusões precipitadas e que parece ser mais fácil de seguir.

Mas será que a nossa mente realmente é capaz de antecipar tudo isso de uma forma neutra? Será que vale a pena enterrar nossos sonhos pra não ter que lidar com todos os poréns inerentes a eles? Até quando continuaremos nos protegendo daquilo que desejamos e que, certamente, é capaz de ajudar na nossa evolução? Já pensou nisso?

Para mim, hoje, é mais fácil unir razão e emoção do que me agarrar cegamente a todos os obstáculos e projeções de futuro que minha mente me coloca. O primeiro passo, acredito, é observar (sem julgar e sem se apegar). Perceber essa mania de racionalizar as coisas, de torná-las mais difíceis do que realmente são e de desacreditar na minha capacidade. Depois, estar no momento presente, respirando conscientemente para voltar ao agora, onde nenhuma dessas projeções de futuro existem.

Muito além de varrer os sonhos pra debaixo do tapete ou fingir não ver tudo que sua mente diz, é necessário trazer luz para isso. Acolher todas as partes dentro da gente que tentam nos levar para um lugar diferente daquilo que é. Nós precisamos urgentemente aprender a manter vivos os nossos sonhos e confiar na nossa capacidade de materialização.

Para isso, é necessário começar. Dar um passo, mesmo que pequeno, em relação ao que queremos e continuar seguindo no nosso próprio ritmo, da forma que é possível nesse momento. Assim fortalecemos quem realmente somos e nos tornamos mais livres das prisões que nós mesmos nos colocamos.

Crie o seu próprio caminho para transformar sonhos em realidade, conte com a ajuda dos outros, defina prazos e metas e corra atrás. A vida é curta demais para continuar antecipando tudo e acreditando apenas no nosso repertório mental. Seus sonhos ainda estão vivos em algum lugar aí dentro de você, esperando pela sua atenção e pela sua ação. Dê mais vida à sua vida e ressuscite esses sonhos.

Acredite que você é mais capaz do que pode imaginar, porque você é.

 

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